segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

U R G E



URGE

Abanda entra em casa. Quieta. Discreta. O show começa, de início algo suingado; funky até. A mensagem é veloz, telegráfica. A pulsação vai aumentando. De repente é hardcore. A percussão é forte. A bateria preenche todos os espaços possíveis, seguida de perto pelo baixo. As guitarras se entrecruzam e interferem rápidas e certeiras como agulhadas. Ninguém sola, o show é direto, non Stop. A reação do público é variada. Que bom. Pelo menos, uma banda que provoca reações.
Raramente o nome de uma banda reflete tão bem o seu espírito. Urge é assim: urgente, aflita. Da nova geração de bandas cariocas, é uma das mais surpreendentes. Nesta, ninguém está brincando de ser roqueirinho. Qualquer roeker, de qualquer país, decodificaria rápido os sinais enviados pela Urge.
A banda formou-se em fins de 84, e daquela época restou o vocal e guitarra Pedro. Mas a nova formação é tão coesa que parece estar junta há séculos. Pedro, junto com Margot -também vocalista e guitarrista - é quem compõe as letras, nitidamente voltadas para o lado político. "Só que politica como atuação particular, individual, não panfletária", avisa Margot. Fabrizio e Sérgio, respectivamente baixo e batera, fazem nossos pés marcarem o ritmo e a cabeça voar.
No repertório, duas curiosidades: o uso das músicas "A Hard Day´s Night" e "I Shot the Sheriff", recheando as letras de "Azar Demais" e "Matei o Chefe", mantendo levemente o ritmo das originais dos Beatles e Bob Marley, com outro conteúdo. Chamam a atenção na primeira audição "Idiotas", "Ruas Perigosas", "Encarnação" (essas duas com ótima performance vocal de Margot) e "Patrulha Terrestre". Mas vale a pena prestar atenção em tudo.

3 comentários: