segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

MUZAK


MUZAK



Você já deve ter ouvido seu rock preferido transformado num meloso arranjo orquestral. Pois bem. A idéia original foi da empresa Muzak lncorporated, que fez fortuna infestando salas de espera e alto falantes públicos com este tipo de fórmula.
Existe um trio de rapazes que resolveu chamar-se Muzak. No dialeto musical o termo significa, ainda, deturpação da música. Como assim? "O lixo americano que reinava nas FMs quando começamos, há um ano e meio", explica o vocalista, baixista, letrista, artista plástico e, acredite se quiser, laboratorista farmacêutico Osmar Buono, um dos componentes do trio.
Das primeiras composições, permeadas de uma natureza pesada e tribal tão provocativa quanto o nome Muzak o grupo passou a dar mais importância a temas líricos, românticos. "Percebemos uma preocupação maior com o exotismo, o lado literário da vida. E o que se respira hoje", acrescenta Osmar, Apesar da maioria das letras serem dele, todos do grupo discutem os arranjos. E o resultado éuma espantosa eficiência.
Victor, o baterista, já é velho na guerra tocou no Ira!, Gang 90, Força Aérea, além de bailinhos e festas de carnaval. Ao esquentar os pulsos para couros e pratos, não esquece as preciosas contribuições do jazz rock e da marcação soul. Osmar, no baixo, contra-ataca os ritmos de Victor. E Nivaldo, o guitarrista, alinhava tudo para atingir direto o meio centro do ouvinte.
Pulando de palco em palco desde 84, o trio saltou, em setembro deste ano, para duas gravações relâmpago. Primeiro, numa coletânea do selo independente Baratos Afins. "Muzak merecia um LP só deles", comentou Luiz Calanca, proprietário do selo.
Nem precisou espalhar a notícia. Quando Jorge Davidson, da EMI-Odeon, ouviu Muzak, não pensou duas vezes. Em três semanas colocou-os no estúdio.

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