quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Malu Vianna


Nascida no Rio de Janeiro, Malu Vianna foi uma grande cantora e compositora. Começou sua carreira participando do Festival Popular da Canção interpretando junto com Luis Carlos Sá e Guarabyra a música Santa Teresa. Logo foi chamada para trabalhar no departamento musical da Rede Globo, onde gravou todas as vinhetas e programas da emissora desde de 1980 a 1990 (Fantástico, Roberto Carlos Especial, Xuxa, entre outros). Também fez backing vocal para Roberto Carlos, Clara Nunes, Nelson Gonçalves, Elizeth Cardoso, Xuxa, Bebeto, Tim Maia, etc. Em sua breve carreira solo gravou o LP Rock Voador, fazendo shows em lugares como Circo Voador. Também participou de programas como Chacrinha, Globo de Ouro, Geração 80, entre outros. Seu trabalho foi muito bem aceito pelo os ouvintes da Rádio Fluminense “A Maldita” com pelo menos de 3 a 4 músicas na programação e assim se apresentando nas duas primeiras festas de aniversário da rádio, a primeira na Praia de Piratininga e a segunda no Canecão (RJ). Trabalhou fazendo a parte músical, vocal e instrumental dos humoristas Jô Soares e Paulo Silvino em tours por todo o país durante 5 anos. Malu faleceu em agosto de 1996.

Serguei


"Serguei é um outsider do rock nacional", definiu certa vez Kid Vinil,
sintetizando a história do roqueiro que desde os anos sessenta 
assombra o oficialismo das gravadoras e as regras "sociais". Nascido 
Sérgio Augusto Bustamonte, em 8 de novembro de 1933, Serguei 
(apelido dado por um amigo russo) beira os 70 anos esbanjando 
energia, alegria e, acima de tudo, ironia. Como uma espécie de homenagem 
informal, o selo paulista Baratos Afins acaba de lançar uma 
coletânea com 13 músicas da longa carreira do músico.
A coletânea lançada pela Baratos Afins resgata a obra do roqueiro, 
em 13 músicas que acentuam o lado psicodélico da discografia, 
dando pela primeira vez a real dimensão da importância da obra de 
Serguei. Além do 'folclore' em torno de sua figura, a seleção musical 
de Calanca mostra um repertório de clássicos da psicodelia nacional, 
com instrumental típico (com muita fuzz-guitar) e letras doidonas. 
Além da ótima seleção e da produção técnica esmerada, a coletânea 
vem embalada em uma capa fiel ao espírito de seu conteúdo musical.

A partir disso, a história de Serguei é um roteiro clássico '
sessentista', que envolve demissões de empregos caretas, encontros 
com heróis do rock e uma discografia errática. Depois de morar nos 
Estados Unidos, nos anos cinqüenta, Serguei passou por bancos, foi 
comissário de bordo de diversas empresas aéreas e exerceu outras 
atividades convencionais, sendo demitido gloriosamente de todos elas. 
Nos anos sessenta, conheceu Jim Morrison, Jimi Hendrix e Janis Joplis,
que rendeu o folclórico reencontro no Rio de Janeiro.
Entre 66 e 67, passando ao largo da Jovem Guarda, e sintonizando a 
psicodelia que explodia com o 'verão do amor', Serguei gravou '
Eu Não Volto Mais' (falando no perigo da bomba atômica), 
'As Alucinações de Serguei', 'Maria Antonieta Sem Bolinhos' 

(um clássico!) e 'Sou Psicodélico'. Em 69, gravou o compacto 'Alfa Centauro/Aventura', acompanhado do grupo carioca The Cougars, lançado pelo selo 'Orange', que flertava com a tropicália, mas sem perder a 'acidez' psicodélica. Em 1970, lança o compacto com 'O Burro Cor-de Rosa' e 'Ouriço', produzido por Nelson Motta, com sugestivas letras que lhe renderam alguns probleminhas com a ditadura.

Desde então, ele gravou esporadicamente, com destaque para o compacto 'Hell's Angels do Rio' e 'Ventos do Norte', com a a banda Cerebelo, lançado em 1983. No ano seguinte, vem mais um compacto com 'Mamãe Não Diga Nada ao Papai' e 'Alergia', produzido por Hernam Torres. O primeiro e único LP veio somente em 1991, depois de uma surpreendente e elogiada apresentação no Rock in Rio II. No disco, além de originais, estão covers para clássicos do rock, como 'Satisfaction', dos Rolling Stones, e uma hilária versão para 'Roll Ober Beethoven', que virou 'Rolava Bethânia'. Assim como os compactos, o LP permanece inédito em cd.
Sem saber, ou fazer disso um estilo de vida, Serguei viveu e 
sobreviveu musical, cultural e existencialmente feito um anjo 
pirado, à margem do rebanho, como ele diz.


Chance


Existem grupos que procuram agradar o maior número de pessoas possível e outros que buscam atingir da maneira mais profunda o seu público, mesmo que isso signifique negar as vantagens do estrelato pop.
O Chance faz parte desse segundo time. Eles trabalham com texturas delicadas e um espantoso uso dos graves, o que confere a sua música uma outra carga emocional. Essa característica foi prejudicada, neste show. Por três fatores básicos - provavelmente alheios à vontade do trio -: o som baixo, que rompe o envolvimento com a platéia: o calor, que às vezes torna sufocante a música (onde está o ar-condicionado do Dama Xoc?): e o uso de uma bateria eletrônica, provavelmente uma Roland 707, de timbres limitados e amplamente utilizada em jingles e trilhas de comerciais. O que acontece aí é que a limitação da bateria, combinada ao piano, faz tudo parecer um pouco a mesma coisa, escondendo as boas linhas que Angelo Barcellos extrai do marfim.
À frente, temos o vocal monocromático e quase falado de José Augusto Lemos (também teclados e guitarra) e as muitas nuances da excelente cantora Márcia Mont Serrat, que também ataca nos teclados e guitarra. Tudo isso, mais uns bóings (boom tschack) e outros ruídos sampleados, compõe a intrincada textura das músicas do Chance.
O show, que começou etilicamente confuso, foi ganhando em envolvimento, criando o clima necessário para a boa compreensão da proposta do grupo, e atingiu seu ponto máximo no mix de "Você É Moda" e "Madame X" - esta última lançada na coletânea Não São Paulo 1.
Além disso, eles demonstraram extremo bom senso em fazer um show no tamanho exato (cinco ou seis músicas razoavelmente longas) para uma platéia um pouco preocupada apenas em dançar. A utilização de vídeos produzidos pela própria banda é outra marca que acrescenta em muito o trabalho do trio. Utilizando-se da técnica de multimonitores sincronizados, o Chance faz uma leitura metalingüística do universo do disco, com cores e ritmo.
A certa altura do show, Márcia fala sobre as raras apresentações do grupo e os eventuais problemas com o equipamento de som. Normal e normal. Um conjunto como o Chance não é para qualquer cérebro e depende de fatores geográficos e culturais para ser compreendido. Isso quer dizer: uma banda fora do universo pop, que consegue ter uma linguagem própria, envolve e hipnotiza os que conseguem decifrá-la e. além de tudo, que tem uma característica de Terceiro Mundo, já que utilizamos ritmos brasileiros em meio à parafernália eletrônica.

MÁRCIA MONTSERRATH - Voz, Guitarra & Percursão
ANGELO BERSELLI - Teclados, Piano e Programação
JOSÉ AUGUSTO LEMOS - Teclado Eletrônico , Programação e Piano



X Rated


O guitarrista Marcos Dantas (Azulimão), o baterista André Chamon (Stress) e o vocalista Luciano Lucky (Metal Mania) resolveram juntar seus anos de estrada e formar uma banda de metal pesado. Chamaram Bruno Chubnel para ocupar o baixo. De um anúncio de filme pornográfico extraíram o nome: X-Rated ("censurado"). Começava a se esboçar uma das boas revelações do rock brasileiro. 
Não contrariando a preferência pelo inglês, anunciada no batismo, cantam letras rasgantes, que arrebanharam um fiel público em sua curta carreira (a banda surgiu em 89). O último grande feito foi abrir um show do Sepultura no Circo Voador, no Rio. Antes disso, já haviam produzido seu primeiro álbum, Shaking Like A Bad Machine (Heavy). Como finalistas da Escalada Do Rock (festival promovido pela Artplan), conquistaram não apenas a platéia presente como despertaram o interesse de três grandes gravadoras - e por apenas meio ponto na somatória geral o X-Rated ficou de fora do Rock In Rio II. 





Volkana


O grupo foi escolhido pela gravadora depois de uma pesquisa no catálogo da Eldorado. "De rock, eles só gostaram de nós", afirma com orgulho a guitarrista Karla.
Formado por quatro mulheres e um bendito fruto, Sérgio Facci, na bateria, Volkana comete a transgressão de ser uma banda de mulheres fazendo rock pesado. "É tudo preconceiro", garante Karla. "Será que mulher só fica bem tocando flauta?", pergunta. No palco, porém, a barra pode pesar. Marielle, a vocalista do grupo, diz que muitas vezes os organizadores dos shows providenciam segurança extra para evitar agressões. Mas quase nunca rola nada mais pesado além do som. No máximo algum fã mais ardoroso invade o palco para dar um beijo na cantora.
Enquanto First sai lá fora, as meninas ficam na dúvida se assinam ou não um contrato definitivo para gravar com a Celluloid. "Eles ofereceram com um contrato de sete anos e a gente tem de pensar bem", disse Marielle. Por enquanto o que há de novo é o clip de uma música nova, que Marielle ainda nem sabia se chamaria de "Goodbye Children" ou "The Mirror" durante a gravação no Aeroanta de São Paulo.



Fábrica Fagus


O nome Fábrica Fagus surgiu nos livros e revistas. Era uma obra de um irrequieto da escola Bauhaus, soava bem, e só mais tarde os meninos do Fábrica se dariam conta das muitas coincidências entre as transgressões dos artistas de lá e a experiência deles mesmos.
Já são seis anos de Fábrica. E parece que foi ontem... O Nasi, do Ira!, se impressionou com uma banda de garotos que então se apresentava no Ácido Plástico, muquifo lá no Carandiru, em São Paulo. Era James Brown + Jimi Hendrix + Bob Marley.
Agora, centenas de shows mais tarde, Márcio Werneck (guitarra/vocal), Marcos Kuru (baixo), Will Robson (vocal), Renato Piccinin (vocal), Fabinho Scattone - agora Érico Theobaldo (bateria) - estão em disco. Bons demais pra qualquer gravadora: saída estratégica pela direita, independente. Eles reinventaram o "vale-disco" (tentado nos anos 70), quer dizer, venderam mais de cem LPs por antecipação. Só na fé! A renda pagou a prensagem.
E O Circo Pega Fogo está na rua, atrasado mas bem-vindo, pelo selo Mameluco , com produção de André Abujamra (aquele do Mulheres Negras), "muito groove, muito sampler, muito timbre". Estão pós-graduados em independência. Afirmam: "Para ser independente, tem de ser superindependente". A fé no Brasil não vai muito além de Jorge Benjor e Olodum: "Aqui é tudo o maior embaço, se você não fizer, ninguém faz. E se fizer, atrasa na entrega".
Nos planos, mais um disco ano que vem, talvez um single e agora, mais do que nunca, esperteza pra conseguir distribuir o LP por aí. Não espere, corra atrás! ... E O Circo Pega Fogo é uma obra-prima.



Santuário


O Santuário foi formado em uma sexta-feira 13, em agosto de 1982, 
na cidade de São Vicente, litoral de São Paulo, por 
Julio Michaelis Jr. (vocal), Ricardo "Micka" Michaelis e Armando 
Bandech (guitarras), Jorge "Rato" Bastos (baixo) e Alessandro Marco 
(bateria). Tempos depois, ocorre a saída de Bandech e, 
como quarteto, participa das gravações da segunda edição da 
coletânea "SP Metal". O Santuário, que já chamava a atenção em s
eus shows, obteve grande repercussão entre os fãs com as faixas 
Espartaco, Gladiador Rei e Santuário. Tudo corria bem até o início 
de 1986, quando Julio Michaelis Jr. passou por sérios problemas de 
saúde e teve de se afastar, até que foi efetivamente substituído. 
No período em que não se confirmou a saída do vocalista, a função 
nos shows inicialmente era dividida por "Micka" e "Rato" e, 
posteriormente, apenas por "Micka", ficando o Santuário como um trio. 
Nesta fase, dois shows realizados em São Paulo foram marcantes. 
O primeiro, realizado em fevereiro de 1986 no Teatro João Caetano, 
ao lado do Jaguar, e o segundo, ocorrido a 8 de junho, fazendo a 
estréia do Espaço do Rock, no Parque do Carmo, ocupando a lacuna 
deixada pela Praça do Rock, que era realizada no Parque da Aclimação. 
Depois disso, o Santuário foi convidado a tocar na Colômbia e 
para isso resolveu recrutar um vocalista, César Zanelli "Cachorrão". 
Após a turnê, ocorre a saída de "Cachorrão" para o Centúrias e a 
banda passa a fazer testes para encontrar um novo 'frontman'. 
Eduardo Camargo (ex-Centúrias e Sídero) chegou a ser testado, mas 
Beto Damião acabou ficando com o posto. Assim, Beto Damião (vocal), 
Micka (guitarra), Jorge "Rato" Bastos (baixo), Alessandro Marco 
(bateria) e Marcelo (teclado) gravam uma nova Demo, já com outra 
proposta musical, mais próxima da linha dos trabalhos de Yngwie 
Malmsteen. Em seguida, a banda realiza dois shows e sai de cena. 
Com o fim oficial anunciado, Micka e Beto se juntaram a alguns 
ex-músicos da banda Pegasus para montar o Naja, seguindo em músicas 
como Uma Só Voz, Warriors, Nossa Vez e Sem Perdão, 
uma linha AOR/Hard Rock. Os antigos fãs do Santuário torceram 
o nariz, mas mesmo assim o Naja seguiu em frente. Tempos depois 
a banda se dissolveu e Micka se uniu ao vocalista China Lee 
(Salário Mínimo), criando o Extravaganza, que lançou em 1994 
o álbum O Prazer é Seu! (Continental), que obteve sucesso até 
nas rádios e na TV. Mesmo assim, o Extravaganza se dissolveu e 
desde então os músicos que passaram pelo Santuário sumiram de cena. 
Na entrevista a seguir, Ricardo "Micka" Michaelis fala mais sobre 
a banda, sua carreira e a participação no "SP Metal 2".


S.A.R - Soviet American Republic


O "S.A.R. como é conhecido o Soviet American Republic é um 
verdadeiro clássico do psychobilly nacional, surgiu 
na segunda metade dos anos 80 em S. Paulo, era famosa 
por suas insanas apresentações. Gravaram apenas um álbum em 1988, 
produção caprichada pra época, capa-dupla, letras, várias fotos. 
No video a clássica "Never Trust A Guy Named Buce" que conta 
a história do "affair" entre Batman e Robin gravada no 
programa Metrópolis da TV Cultura. 


O "S.A.R.

Zé da Gaita


"O Cara Da Gaita", mas conhecido como Zé da Gaita, ele influenciou 
muita gente, sem dizer que já gravou e tocou ao vivo com o Peso, 
Barão Vermelho(nos 03 primeiros álbuns), Lobão, Ira e muito mais, 
Formou a Midnight Blues Band ao lado de Frejat e Guto Goffi em 
85, viveu na Europa por um bom tempo, conheceu pessoalmente: 
Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones e outros grandes nomes 
imortais da época! E aqui no Brasil foi de importante papél para 
o cenário do Blues e Rock dos anos 70 e 80, O Kid Abelha abriu 
shows do Zé da Gaita no Circo Voador, foi o primeiro artista à 
encher o Circo Voador com 4.500 pessoas com a banda Zé Who, um 
cover perfeito do The Who no qual passaram grandes músicos como : 
Frejat, Guto Goffi, Fernando Magalhães, Arnaldo Brandão e outros 
grandes feras do cenário, eu(Lula Zeppeliano), como grande amigo 
e fã do Zé da Gaita que é "O Cara"